Continuando o nosso périplo por alguns dos locais icónicos da fotografia amadora ao redor de Lisboa, e depois de termos visitado a Carrasqueira, visitamos desta vez o famoso Cais do Ginjal em Almada.
O Cais do Ginjal começa em Cacilhas, logo ao pé do cais dos cacilheiros. Virando à direita de quem desembarca, percorremos alguns metros e entramos no Cias do Ginjal, o qual só termina quando chegamos ao bonito Jardim do Rio, mesmo por debaixo da zona velha de Almada.
Porquê designar este local como um local icónico da fotografia? Bem, basta visitar o cais para se perceber porquê. Começando pelo mais óbvio que é a vista única de Lisboa a partir da margem Sul do Rio Tejo, quase mesmo ao nível da água.
Depois temos os antigos edifícios (na maioria antigos armazéns) abandonados, muitos já em ruína, com as paredes repletas de graffitis e com muitos pormenores deliciosos de texturas fantásticas. Quem tiver um olhar atento, pode facilmente passar uma tard, ou talvez mesmo um dia inteiro, só dedicado a fotografar os pormenores do Cais do Ginjal.
Temos também os pontões que entram rio adentro e que nos permitem aproximar-nos ainda mais de Lisboa, ou fotografar os inúmeros pescadores de linha que aqui passam o seu tempo.
O Cais actualmente é um local de lazer, bom para uma caminhada junto ao rio, para observar o Pôr-dos-Sol, e mesmo almoçar ou jantar em um dos dois esplêndidos restaurantes, ao “Atira-te ao Rio” e o “Ponto Final”. Em ambos, podemos sentar-nos em agradáveis esplanadas mesmo juntinho à água e apreciar o convívio e os pratos de um bom jantar enquanto vemos as luzes de Lisboa acederem-se ao anoitecer.
Findo o jantar ou almoço, podemos ainda dar um passeio até ao lindo Jardim do Rio, que começa logo onde o cais termina.
O Cais do Ginjal, um local que respira boa atmosfera, mesmo ali do outro lado do rio.