La Paz é a capital não oficial da Bolívia. Não oficial porque a capital verdadeira é a cidade de Sucre no Sul do País. No entanto, tanto o governo como a maior parte da administração têm a sua sede em La Paz, tornando-a assim a capital por assim dizer, do país.
La Paz é também a capital dos Andes pois é a cidade capital de um país situada a mais elevada altitude no Mundo. As zonas mais elevadas de La Paz situam-se a mais de 4000m de altitude.
Devido á sua altitude, o ar em La Paz é rarefeito o que, para o viajante acabado de chegar, pode representar uma dificuldade inesperada. De facto, ao princípio não nos apercebemos deste facto. Somente quando temos de subir o primeiro lance de escadas ou a primeira ladeira na cidade, damos conta da falta de oxigénio. Com o decorrer do tempo, os sintomas vão aparecendo: dor de cabeça, falta de apetite, cansaço excessivo, etc. Assim, para quem chega à cidade (em particular para quem chega de avião) sem ter tido tempo para se aclimatar, é bom conselho levar as coisas com calma. Evitar esforços, comidas pesadas, etc, e tentar descansar e dormir bem. Algo que pode ajudar é recorrer ao oxigénio no hotel onde se fica alojado, para amenizar mais rapidamente os sintomas inicias. O chá de folha de coca também ajuda, em especial no que concerne ao combate das dores de cabeça.
A cidade situa-se num vale, com os edifícios mais altos e modernos no centro e com as restantes habitações estendendo-se pelas encostas laterais que forma o vale. Vista de uma posição elevada, La Paz faz-nos lembrar um infindável número de pecinha de lego, todas empilhadas encosta acima e todas da mesma cor, cor de tijolo.
A estranha cor que domina todo o casario lateral da cidade, relaciona-se ao que parece (mas não de certeza) com o facto de as casas inacabadas não pagarem imposto. Desta forma, os proprietários nunca acabam os edifícios e também nunca os pintam, ficando na sua maioria com a cor dos tijolos com que são construídos.
É também no fundo do vale que fica a zona histórica da cidade formada por edifícios de ruas de arquitectura e traça colonial espanhola., talvez a parte mais bonita e apreciada da cidade.
La Paz em si é uma cidade acolhedora onde nos sentimos (nós os turistas), bem no geral. As pessoas, se bem que discretas e pouco comunicativas, são acolhedoras e simpáticas, a comida é boa, havendo grande variedade de escolha para todos os gostos. Os preços são bastante baratos (para os turistas, é claro), e existe também uma grande variedade de escolha no que toca ao alojamento, hotéis, hosteís, albergues etc.
A cidade é caótica em termos do trânsito. Os transportes consistem na sua maioria em autocarros bem coloridos e altamente poluentes que constantemente andam rua acima, rua abaixo, sempre cheios a transbordar. Existe também um outro meio de transporte que são os táxis partilhados, pequenas carrinhas que à semelhanças dos autocarros, percorrem sempre a mesma rota para trás e para a frente e que podemos mandar parar em qualquer parte do trajecto para entrarmos ou sairmos. Por último existem os táxis, cuja peculiaridade nesta cidade consiste na pré-negociação do preço antes da viagem.
Vigiada de perto pelo sagrado Monte Illimani, a cidade goza de um carisma algo mítico para os viajantes que percorrem as rotas dos Andes, um pouco como a cidade de Kathmandu nos Nepal dos Himalaias e é ponto de referência para turismo andino o qual, pelas características geográficas, culturais e históricas de esta região, se alia facilmente à cultura alternativa New Age e ao nomadismo global.
La Paz é sem dúvida a capital dos Andes.